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Vagas para analista judiciário com especialização em Serviço Social

25 de maio, dia nacional da adoção

O ROLÊ DA BAIXA AUTO ESTIMA

 "O ROLÊ DA BAIXA AUTO ESTIMA"

Desde menina você é ensinada a se odiar aos poucos.
Afinal, ninguém suporta as meninas convencidas.
Você não deve se reconhecer inteligente, ou se achar tão esperta. Não deve se sentir bonita, inclusive você nem é mesmo, com essa barriga cheia de dobrinhas e este rosto doente cheio de espinhas, o cabelo que não é o da revista.

Se você fizer alguma coisa bacana, esconda ou diminua. Se você é boa com idiomas, ou desenha, ou gosta de música, ou é uma boa esportista, não tenha orgulho disso. Aprenda que na realidade você "nem é tão boa assim". Quando alguém te elogiar, discorde, diga que nem é tanto assim. 
Pessoas gostam de meninas humildes.

Aos poucos, de tanto repetir a postura você internaliza. Aprende que na realidade, você realmente não é tão boa e nem faz nada tão bem assim. Você desenha, né, meio torto, não é tão legal quanto o das outras pessoas, melhor não mostrar. Você está gorda, melhor uma roupa mais frouxa, começar outra dieta. Olha o seu rosto, é realmente hora de por mais maquiagem. 

Em doses homeopáticas você aprende que é insuficiente. 
Não aceita mais elogios e duvida de si mesma. Não reconhece nada de bom no que faz. Se está sozinha é óbvio que é porque é pouco atraente ou interessante, e quando alguém se relaciona com você, você dá graças a deus pela misericórdia daquele ser em te querer. Se ele te largar nunca mais vai aparecer ninguém. 
Bem vinda ao rolê da baixa auto estima. 

A única coisa que a cultura da auto-depreciação traz é um elevado índice de pessoas depressivas. 
Ame-se.
Sinta-se bonita. Tira o foco dos defeitos. Se permita gostar de si mesma e se isto for ser prepotente, seja mesmo. Ser prepotente é legal, divertido e anti-depressivo. 

Quando alguém te fizer um elogio, pare de discutir. Não faz nenhum sentido, se você pensar bem, insistir em convencer alguém - e convencer a si mesma - de que você é pouco.

Eu tenho uma amiga que quando alguém diz pra ela "você é linda" ela responde de volta "brigada sou mesmo". As pessoas não lidam bem, pra ser bem honesta. Como alguém pode SE achar linda? Sozinha? Assim, sem nenhum traço de auto diminuição? Isto é permitido por lei?

Uma vez alguém tentou miná-la:
- Você é linda.
- Valeu, sou mesmo.
- Nossa você se acha.
- Claro que não. Cê acabou de falar que sou mesmo ué. Então qual o problema em saber?
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Não tem nenhum problema. 
Se permite se achar incrível hoje. Se permite parar no espelho olhando não pras espinhas na testa mas pra como seu olho tem um formato super bonito ou seu cabelo hoje está muito legal. Se permite olhar pros teus estudos não focando naquela nota baixa em português, mas em como você se saiu super bem com álgebra. Se permite se amar, e se alguém estranhar, problema. 
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Já passou da hora da gente abandonar este culto à baixa auto estima - e que se parar pra pensar, não faz sentido algum. Se acha, moça, se acha mesmo. Se acha muito." 
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Texto de Ariane Carmo

Sociedade matriarcal. Umoja: a comunidade onde homens não entram


Umoja 
é um vilarejo habitado somente por mulheres vítimas de diferentes abusos e violências. Está localizado no norte do Quênia e pertence a República do Quênia.


Esta região geográfica é ocupada por povos tradicionais, tais como os Samburus e as miçangas coloridas usadas pelas mulheres da comunidade Umoja, marcam o pertencimento delas ao povo Samburu.

O vilarejo de Umoja foi criado em 1990 por mulheres vítimas de diversos tipos de violência física, como maus tratos, estupros e casamentos forçados. Atualmente o povoado conta com o triplo do número de mulheres que havia em sua fundação.

Umoja - que significa unidade em suaíli - preserva em sua essência o acolhimento somente à mulheres vítimas de diversas violências e abusos praticados por homens de outras etnias e oficiais ingleses. Se antes elas eram integrantes de uma sociedade patriarcal, no vilarejo elas possuem suas terras e trabalham para si; com o dinheiro que ganham da venda de artesanatos e do turismo, compram alimentos e vestimentas, garantindo dessa forma o seu próprio sustento.




Além de garantir a sobrevivência e a segurança, o vilarejo também proporciona outras possibilidades para essas mulheres recomeçarem suas vidas com mais dignidade.

Uma das coisas que é feita assim que uma mulher chega ao vilarejo é a construção de sua própria casa onde irá habitar com os filhos, caso tenha. As mulheres de Umoja rompem com a tradição de algumas etnias, como por exemplo, a criação e o abate de animais que é uma atividade exclusiva dos homens. Além disso elas são responsáveis pela produção agrícola da comunidade. Alimentos que não são cultivados em Umoja são comprados pelas mulheres através da venda de produtos artesanais e do turismo.

O vilarejo também possui uma escola que atende crianças de outras etnias possibilitando, através da alfabetização de meninas principalmente, o rompimento do casamento precoce forçado, pois elas acabam não ficando restritas ao ambiente doméstico.

Importante esclarecer que todas as mulheres "são livres para decidir se querem permanecer solteiras ou iniciar outros relacionamentos. As que optam pelo segundo caminho, devem sair da vila e ter encontros pela noite. Se engravidarem, trazem a(o) bebê para o vilarejo", http://www.afreaka.com.br/notas/umoja-uniao-onde-homens-nao-entram/.

Uma das normas que regem o vilarejo é o respeito mútuo entre as mulheres, com essa auto organização o grupo mantém uma convivência pacífica, harmoniosa e saudável, permitindo a elas a reconstrução de suas vidas com mais autonomia e amor.

Em todo território do povo Samburu, o vilarejo de Umoja é o único que permite às mulheres fazerem suas escolhas livremente.

Para saber mais sobre essa sociedade matriarcal/matrilocal, acesse o documentário: https://youtu.be/0QP-9OOTdW8

#patriarcalismo
#matriarcalismo

Referência:

INSTRUÇÃO NORMATIVA CONJUNTA SECAD/SE - SENARC/SEDS Nº 3, DE 13 DE JULHO DE 2022

 INSTRUÇÃO NORMATIVA CONJUNTA SECAD/SE - SENARC/SEDS Nº 3, DE 13 DE JULHO DE 2022




                SECRETÁRIO NACIONAL DO CADASTRO ÚNICO e o SECRETÁRIO NACIONAL DE RENDA DE CIDADANIA, no uso das atribuições que lhes conferem os art. 26 e 29 do Decreto nº 11.023, de 31 de março de 2022, tendo em vista o disposto no art. 23 da Lei nº 13.844, de 18 de junho de 2019, no art. 6º-F da Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993, na Lei nº 14.284, de 29 de dezembro de 2021, no Decreto nº 10.852, de 8 de novembro 2021, no Decreto nº 11.016, de 29 de março de 2022, na Portaria MDS nº 94, de 4 de setembro de 2013, na Portaria MC nº 746, de 03 de fevereiro de 2022, e na Portaria MC nº 747, de 10 de fevereiro de 2022, resolvem:

Art. 1º Alterar o cronograma de repercussões relativo aos processos de Averiguação e Revisão Cadastral 2022, de que tratam a Portaria MDS nº 94, de 4 de setembro de 2013, a Portaria MC nº 746, de 03 de fevereiro de 2022, e a Portaria MC nº 747, de 10 de fevereiro de 2022, previsto na Instrução Normativa Conjunta nº 1/SECAD/SE/SEDS/SENARC/MC, de 21 de fevereiro de 2022, 

        Conforme orientações disponíveis no link: https://www.gov.br/cidadania/pt-br/acesso-a-informacao/legislacao/instrucao-normativada-averiguacao-e-revisao-cadastral-2022

Art. 2º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.


Resultado do processo seletivo simplificado da Secretaria de Assistência Social de São João de Meriti / RJ

RESULTADO PRELIMINAR 


        A Comissão Organizadora e Avaliadora do processo seletivo simplificado para contratação temporária de pessoal para atender os serviços de assistência social básica e especial e apoio ao conselho tutelar e formação de cadastro reserva referente ao edital n° 001/2022 da Secretaria Municipal de Assistência Social de São João de Meriti, no uso de suas atribuições, publica o resultado preliminar do processo seletivo simplificado

Clique aqui e confira o resultado




Afastamento do trabalho por violência doméstica

Auxílio doença para mulher vítima de violência doméstica e familiar


Hoje o tema do artigo é sobre o direito ao afastamento do trabalho por até seis meses e o auxílio doença a mulher vítima de violência doméstica ou familiar. Poucas pessoas sabem desse direito, por isso decidi escrever sobre esse assunto, tendo em vista a sua relevância para o enfrentamento da violência contra a mulher.

A violência contra mulher no âmbito doméstico e familiar ainda é uma triste realidade no Brasil e muitas dessas vítimas após serem agredidas não conseguem mudar a sua rotina de trabalho, fazendo com que o risco se torne ainda maior, pois na maioria das vezes a mulher continua sendo perseguida pelo agressor.

Mas em decisão inédita e inovadora tomada pela sexta turma do Superior Tribunal de Justiça  - STJ, no dia 18 de setembro de 2019 determinou que o INSS pague o auxílio doença para mulher vítima de violência doméstica ou familiar, representando uma grande vitória na luta para o combate a violência contra a mulher.

Tradicionalmente o auxílio doença (lei 8.213) é concedido ao segurado do INSS que está incapaz temporariamente de exercer sua atividade laboral e com essa decisão o STJ, analisando o recurso especial, entendeu  que para a concessão do auxílio doença no caso de violência doméstica não é necessário que a mulher esteja incapaz para o trabalho do ponto de vista clínico, com isso o STJ equiparou a incapacidade considerando que tal situação provoca dano  físico e/ou psicológico a mulher vítima de violência sofre.

"A vítima de violência doméstica não pode arcar com danos resultantes da imposição de medida protetiva em seu favor. Ante a omissão legislativa, devemos nos socorrer da aplicação analógica, que é um processo de integração do direito em face da existência de lacuna normativa" – afirmou, justificando a adoção do auxílio-doença. Conforme o entendimento da turma, os primeiros 15 dias de afastamento devem ser pagos diretamente pelo empregador, e os demais, pelo INSS. Schietti

Na prática, quando uma mulher estiver sofrendo violência, ameaça ou risco de vida, poderá solicitar o afastamento do emprego através do INSS para se proteger, garantindo dessa forma a manutenção do vínculo de emprego, aplicando a medida protetiva prevista no artigo 9 inciso II da lei Maria da Penha.
"Art. 9º A assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar será prestada de forma articulada e conforme os princípios e as diretrizes previstos na Lei Orgânica da Assistência Social, no Sistema Único de Saúde, no Sistema Único de Segurança Pública, entre outras normas e políticas públicas de proteção, e emergencialmente quando for o caso.II - manutenção do vínculo trabalhista, quando necessário o afastamento do local de trabalho, por até seis meses". Lei 11.340/2006

A decisão do STJ tem um viés social e protetivo a mulher, pois garante uma renda durante o período em que a vítima enfrenta a situação de violência garantindo o seu afastamento do trabalho até que se resolva essa questão e a mulher possa retornar as suas atividades laborais em segurança.

"A natureza jurídica de interrupção do contrato de trabalho é a mais adequada para os casos de afastamento por até seis meses em razão de violência doméstica e familiar, ante a interpretação teleológica da Lei Maria da Penha, que veio concretizar o dever assumido pelo Estado brasileiro de proteção à mulher contra toda forma de violência (artigo 226, parágrafo 8º, da Constituição Federal)", declarou o relator.

Essa decisão poderá ser seguida por outros juízes devido a sua relevância nacional.

Confira aqui a decisão do STJ.

APLICATIVOS ÚTEIS PARA CONCURSEIROS

Apps que todo concurseiro deve conhecer


Você aí que estuda para concurso público provavelmente deve deixar o celular bem longe da sua mesa de estudos não é mesmo?

Mas neste artigo vou desmistificar essa questão, mostrando alguns apps que facilitam e ajudam a otimizar os estudos.

Quer passar naquele concurso público tão sonhado? Então confira abaixo alguns apps que vão te ajudar a realizar o sonho de ingressar na carreira pública.


  • Notícias concursos


Acompanhe todas notícias e dicas de concursos em Tempo Real com este app.

Com o aplicativo mais atualizado do Brasil ainda é possível visualizar notícias por Estado, por Área, concursos abertos, previstos e muito mais.

  • Alerta concurso

O Alerta Concurso é um aplicativo desenvolvido para ajudar quem presta concursos. Ele monitora a publicação de concursos e envia notificações alertando a abertura de inscrições, de acordo com áreas profissionais e locais de seu interesse (nacional e por estado).


Com apenas um toque, você tem acesso as informações de forma resumida: cargo, instituição, último dia da inscrição, remuneração, número de vagas e local. Na nova versão é possível fazer o download de editais e avisos (retificações, prorrogação, cancelamento etc.), além de visualizar o site da banca examinadora.

É possível ainda ter acesso aos concursos de interesse geral mais procurados, agendar o lembrete do último dia do concurso no calendário do smartphone ou tablet e compartilhar informações do concurso pelo Whatsapp. 

O app permite ainda fazer buscas por concursos de acordo com vários critérios: por palavra-chave, instituição, área profissional, remuneração e escolaridade, esse último uma novidade na versão 2.0.

Os concursos selecionados ficam armazenados no celular, podendo ser visualizados a qualquer momento, mesmo sem conexão com a internet.

  • Estudo na mão

O Estudo na Mão é um aplicativo voltado para o controle e gerenciamento de estudos para Concursos, OAB, ENEM, CFC e outras provas.


No Estudo na Mão você terá:

Visão Gerencial com:
- Progressão total de conclusão do edital;
- Progressão do estudo por disciplina;
- Contagem de dias para fim da inscrição;
- Contagem de dias para a prova;
- Quantidade de assuntos estudados de acordo com status.

Controle de Estudo com:
- Visualização de situação de cada assunto estudado por cores;
- % de evolução do estudo em cada disciplina;
- Identificação do status do estudo em cada assunto (Dominado, Precisa Melhorar e Pendente);
- Identificação do status de questões resolvidas (Sim ou Não);
- Identificação de quantidade de revisões feitas;
- Inserção de anotações em cada assunto.

O app foi idealizado para otimizar o controle do seu estudo e direcionar seu tempo para os pontos importantes do seu edital.



  • Concurso de bolso


O Concursos de Bolso é um app voltado para careiras juridicas ele conta com um Vade Mecum com a legislação digitalizada, constantemente atualizado e completo:

- Constituição e ADCT
- Códigos: Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Código Civil (CC), Código Eleitoral, Código Penal (CP), Código Penal Militar, Código Tributário Nacional (CTN), Código de Defesa do Consumidor (CDC), Novo Código de Processo Civil (NCPC ou CPC/2015), Código de Processo Penal (CPP), Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e Código de Ética Profissional do Servidor Público
- Súmulas do STF
- Súmulas do STJ
- Súmulas do TST
- Súmulas Vinculantes
- Mais de 200 Leis, Leis Complementares, Decretos, e Decretos-Lei
- Regulamentos
- Orientações Jurisprudenciais da SBDI-I do TST
- Legislação de Direito Internacional.

  • Qconcursos

Com o novo aplicativo do Qconcursos você poderá estudar onde quiser! Acesse e crie seus cadernos, salve filtros, resolva questões e veja os comentários da comunidade. Todas as questões do site estão no app. Estude para concursos públicos, militares, OAB, ENEM e vestibulares em um único lugar e de uma forma fácil. Nosso app é gratuito. Baixe agora mesmo!

  • Easy study

Crie grátis incríveis planos de estudo para passar no ENEM e Concursos Públicos

Organize sua rotina de estudos com o Easy Study!
Baixe agora o melhor app para criar seu planejamento de estudos.

Com o Easy Study você irá criar um incrível plano de estudos em apenas 3 passos. Basta informar quais matérias você irá estudar, quantas matérias você quer estudar em cada dia da semana e confirmar se o plano ficou perfeito para você. Depois o nosso app irá criar um planejamento com as matérias que você deve estudar em cada dia, tudo para otimizar seu tempo de estudo.

Sua rotina de estudos será organizada em ciclos, assim, você estará sempre revendo as matérias que precisa estudar e nunca vai deixar conteúdo acumulado. É perfeito para quem está estudando para concurso público, enem, oab ou qualquer outra prova.

O Easy Study conta com várias funções para te ajudar a estudar melhor, confira:
- Planejamento com as matérias que você precisa estudar em cada dia;
- Opção de adicionar lista de atividades para cada sessão de estudo;
- Histórico com a quantidade de horas que você estudou em cada dia, mês, semana e todo o período;
- Notificações sobre as matérias que você tem para estudar no dia e resumo do dia de estudos;
- Personalize suas matérias com cores, nomes, quantidade de vezes que estuda;
- Defina quantas matérias você quer estudar em cada dia da semana.

  • Aprovado

O Aprovado é um aplicativo gratuito e fácil de usar que ajuda concurseiros, vestibulandos, entre outros estudantes a conquistarem a aprovação em concursos públicos, ENEM, OAB e certificações. O Aprovado possibilita a você registrar seus estudos, analisar gráficos, manter um histórico e ter controle total de sua dedicação e desempenho.


Principais recursos:


Gerencie suas horas de estudos 
-Registre facilmente suas horas de estudos, de forma automática - utilizando o cronômetro - ou manual - após finalizar seu estudo. Saiba exatamente quantas horas você está dedicando até ser aprovado no ENEM, OAB ou no concurso público que deseja.


Alarme
- Programe um alarme para ser avisado quando deve finalizar a atividade.


Gráficos e relatórios
-Analise gráficos e relatórios detalhados de toda a sua evolução e saiba exatamente em quais matérias e conteúdos você precisa melhorar para garantir sua aprovação.


Compartilhe gráficos e históricos
-Envolva amigos e familiares na sua busca pela aprovação! Compartilhe facilmente, todos os dias, o seu desempenho para qualquer rede social que possuir no seu dispositivo.

Bom pessoal esses são alguns apps que facilitam muito os estudos, se você conhece alguns desses ou até mesmo outro app comente abaixo e dê a sua contribuição.

Sobre o autoritarismo brasileiro I Resenha



A obra Sobre o Autoritarismo Brasileira da antropóloga da USP Lilia M. Schwarcz, examina algumas das raízes do autoritarismo brasileiro, antigas e arraigadas. Nele a autora ajuda a entender porque somos uma nação mais excludente do que inclusiva.

A autora apresenta ao público uma análise profunda acerca das raízes do autoritarismo brasileiro, que formam a base do atual momento conservador em que viemos.

O livro contém 285 páginas está divido em:

  1. Introdução: História não é bula de remédio;
  2. Cap. 1 - Escravidão e racismo;
  3. Cap. 2 - Mandonismo;
  4. Cap. 3 - Patrimonialismo;
  5. Cap. 4 - Corrupção;
  6. Cap. 5 - Desigualdade Social;
  7. Cap. 6 - Violência;
  8. Cap. 7 - Raça e gênero;
  9. Cap. 8 - Intolerância;
  10. Conclusões finais.

"Veremos que não há como dominar totalmente o passado, mas o que pretendemos fazer aqui neste livro é "lembrar". Essa é a melhor maneira de repensar o presente e não "esquecer" de projetar o futuro". P. 21 na versão ebook.
 No capítulo 1, a autora trabalha a questão da escravidão e do racismo, enfatizando que através do uso da violência, esse sistema definiu condutas, desigualdade social, reforçando a constituição de uma sociedade centrada no paternalismo hierarquizado.

O segundo capítulo aborda o "mandonismo" que é uma forma de concentração nefasta do poder nas mãos de poucos, o coronelismo é muito bem analisado neste capítulo, bem como o voto de cabresto e o curral eleitoral. A autora faz críticas à famílias tradicionais na política que perduram no Congresso há gerações.

Intimamente ligado ao segundo capítulo, está o terceiro, nele a autora faz uma análise sobre o patrimonialismo, ou seja, a apropriação privada do bem público, abordando fatos e autores essenciais para a compreensão do tema.

No quarto capítulo Schwarcz faz uma ampla leitura sobre a história da corrupção no Brasil, demonstrando que essa prática perversa não é uma exclusividade dos nossos tempos, pelo contrário, sua habilidade de perdurar está associada à sua internalização na sociedade.

O capítulo sobre a desigualdade social refere-se ao papel da educação e do analfabetismo nesse processo de manutenção da desigualdade, revisando a história, a autora menciona que a educação nunca foi um direito de todos não poupando dados  que mostram a gravidade da violência no Brasil.

Quanto ao sexto capítulo, Schwarc divide ele em 2 partes: uma se refere a questão da violência no campo e a outra sobre a questão da violência e discriminação a pessoas LGBTTQ, destacando o problema cultural ligado a essas questões, em relação às questões ligadas a violência de gênero e raça são muito bem analisadas no capítulo 7.

O oitavo capítulo representou um retorno à lucidez típica da autora, na medida em que a intolerância é identificada como um problema nacional, com crescente repercussão e influência sobre o comportamento das pessoas, de modo que a atualidade tem demonstrado que a aversão ao outro representa um ataque aos sustentáculos do Estado de Direito.

Em resumo: trata-se de um livro muito bom no que concerne ao mandonismo, patrimonialismo, corrupção e a intolerância. Os demais capítulos assumiram um tom muito distinto do restante da obra, de modo que as afirmações agressivas e análises pouco aprofundadas – algumas muito apaixonadas – criam certa desconfiança em torno da coesão e do propósito do livro.
Por vezes a análise histórica está presente; em outros momentos, a dedicação é mais evidente na crítica ao momento conservador e ao atual governo.